Monthly Archives: Junho 2010

Percurso pedestre nocturno com observação astronómica em Reguengo do Fetal

Aqui vos deixo uma proposta de actividade ao ar livre um pouco diferente: a 2ª Caminhada do Centro Paroquial de Assistência de Reguengo do Fetal, a realizar no próximo sábado, dia 26 de Junho de 2010.

Com início às 20.00 horas, é um percurso de cerca de 8 quilómetros, de baixa dificuldade e que inclui uma Observação Astronómica, distribuição de reforço alimentar e que termina com convívio com organista – tudo pela módica quantia de 5 euros…!

As inscrições podem ser feitas até 25 de Junho através do Centro Paroquial de Assistência de Reguengo do Fetal (telefone 244 705 482 e e-mail cparf@sapo.pt) ou da Junta de Freguesia de Reguengo do Fetal (telefone 244 705 113 e e-mail junta.reguengofetal@sapo.pt).

Link do Cartaz – AQUI.

Curso de Especialização em Geologia Médica

Aqui ficam alguns dados relativos ao 1º Curso de Especialização em Geologia Médica, a realizar em Lisboa, entre 5 e 10 de Julho de 2010. O custo de inscrição é de 250 € (mais IVA) e inclui textos de apoio, os almoços, os coffee breaks e a visita de estudo às Termas de Cabeço de Vide no dia 10 de Julho.

Temas

  • Exposição humana à radioactividade nas explorações mineiras abandonadas de jazigos uraníferos.
  • Efeitos na saúde derivados da presença de radão no ar e na água.
  • Ocorrência de flúor nas águas.
  • Ocorrência de arsénio nas águas subterrâneas e seus efeitos adversos para a saúde.
  • Origem das águas termais e seus efeitos terapêuticos.
  • Benefícios para a saúde de minerais e rochas.
  • Efeitos para a saúde da inalação de poeiras geogénicas.
  • Investigação aplicada à saúde ambiental.

Para mais informações, recomenda-se o download dos seguintes documentos:

Um contributo para perceber por é estúpido extinguir o Agrupamento de Escolas de Vila Franca das Naves

Quem não é professor demorou algum tempo até perceber que algo vai podre no Ministério da Educação, desde há uns anos para cá. Muitos pensavam que eram os professores que não queriam trabalhar, que esta classe tinha demasiadas mordomias, ganhava de mais e exagerava nas férias. Assim, de um instante para o outro passámos do oito para o oitenta, sem benefícios para os alunos ou para a sociedade e com custos que iremos pagar bem caro nos próximos anos.

Hoje as pessoas começam a perceber que não é possível que o Ministério da Educação continue a fazer tudo contra os seus reais interesses, pensando apenas a curto prazo e tentando poupar cêntimos (como por exemplo nos cargos de Directores de Escolas ou no funcionamento de pequenas Escolas de 1º Ciclo) enquanto esbanja milhares de milhões (na recuperação de Escolas Secundárias que até funcionavam bem ou em computadores para alunos – e-escolas e Magalhães – que são basicamente usados para brincar).

Agora é mais uma decisão errada, contrariando promessas eleitorais, que irá fechar imensas Escolas de 1º Ciclo na nossa região, bem como a destruição do Agrupamento de Escolas de Vila Franca das Naves, que serve (e bem) os alunos da nossa região, com uma recente avaliação do próprio Ministério da Educação o provou – ver AQUI.

É por isso que não nos irão vergar, até porque falta respostas a algumas questões:

  • O poder político local (Câmara Municipal e Junta de Freguesia) foi antecipadamente ouvido nesta decisão? E, se sim, qual foi a sua posição?
  • A Escola de Vila Franca das Naves irá manter-se efectivamente aberta, com alunos até ao 9º Ano?
  • Foram ouvidos os interessados na fusão (os docentes, alunos e funcionários das Escolas de Trancoso e de Vila Franca das Naves)? E, se sim, qual foi a sua posição sobre o assunto?
  • Quem foi a inteligência que descobriu que se pode fazer um mega-agrupamento de Escolas que permita gerir correctamente realidades tão distantes e tão afastadas geograficamente como as de todas as Escolas do enorme concelho de Trancoso?
  • Quanto tempo demorará a levar os alunos mais afastados do actual Agrupamento até Trancoso? E em que meio de transporte serão feitas essas viagens?
  • Quem pagará as novas despesas decorrentes desta decisão precipitada e estúpida?
  • Como se fará o transporte em dias de neve, nevoeiro, tempestade ou sincelo?
  • Quem irá arcar com as consequências de um investimento na Escola de Vila Franca das Naves que, provavelmente, daqui a uns anos será mais elefante branco?

Finalmente há que recordar que o país não existir se uma sua parcela de território foi simplesmente abandonada, pelo esperamos que os nossos governantes tenham o bom senso de desistir desta trapalhada antes que os habitantes da nossa região tenham de dizer (e fazer…) de sua justiça.